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Crônica: Futuro emoldurado

Futuro emoldurado

Manhã fria de inverno em Ponta Grossa, por que não um momento oportuno para um passeio em família?

Algumas blusas, duas calças, japona, meias grossas, touca e luvas. Pronto! Destino, “Parque do Lago”, como chamamos carinhosamente nosso Parque de Olarias.

Após caminhada em meio à neblina e a centenas de descidas no escorrega, aguardamos os primeiros raios de sol para irradiar nossa pausa para fotos nas grandes molduras espalhadas pelo parque.

Ao fazer um dos registros, me pego a refletir. Meu filho, sentado de costas para mim, em um dos cantos de dentro de uma das molduras, parecia contemplar a bandeira da cidade ao fundo flamejante.

Era o futuro emoldurado me mandando uma mensagem de amor.

A moldura, representando limites; meu filho, representando a infância; e a paisagem que ultrapassa os limites da moldura, representando o mundo a ser explorado.

Pôr limites com amor. Era esta a mensagem. Vasto é o mundo a ser explorado por esta criança, mas a condição para fazê-lo com sabedoria provinha da minha própria sabedoria enquanto sua responsável, ao qual caberia substituir gradativamente esta moldura, a fim de lhes dar condições de explorar espaços cada vez maiores.

E a bandeira ao fundo?

Representa a importância de conhecer e valorizar a nossa história, a trajetória dos nossos antepassados, para que possamos viver o presente com mais intensidade e gratidão, almejando que num futuro próximo as sementes que hoje plantamos possam ser também colhidas com respeito e amor.


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